Segundo turno: Quem apoia quem?

"Após anunciado o resultado do primeiro turno, alguns já se preparavam para a segunda rodada das eleições e estavam esperando os candidatos à presidência se manifestarem. Os candidatos mais esperados foram Simone Tebet e Ciro Gomes."
Por Rafaella Santana
Oct 16, 2022

Estamos um pouco mais da metade até o fim das eleições.

Após os números divulgados pelo TSE no primeiro turno, ambos os candidatos Lula com 48,4% e Jair Bolsonaro com 43,2% tomaram fôlego para garantir as suas alianças. Dessa forma, ambos estão em busca de coletar mais votos de searas diferentes da política, seja para virar voto no caso do Bolsonaro, ou para o candidato Lula receber ainda mais votos para ganhar o segundo turno com plenitude, mas para manter essa plenitude, depende ainda de diversos fatores. De acordo com dados divulgados pelo TSE, o número de abstenção alcançou 32.770.982 e representou 20,95%. Os votos nulos foram 3.487.874, correspondendo a 2,82% do total de votos. Já os votos em branco somaram 1.964.779 (1,59%). Contudo, ambos, não só estão buscando o apoio de antigos aliados, até de antigos adversários como no caso de FHC com o Lula.

Após anunciado o resultado do primeiro turno, alguns já se preparavam para a segunda rodada das eleições e estavam esperando os candidatos à presidência se manifestarem.

Os candidatos mais esperados foram Simone Tebet e Ciro Gomes. A candidata do MDB, durante os debates do primeiro turno, assumiu uma postura e capacidade de argumentação que resultaram nos 4,2%, sendo um número mais expressivo olhando o histórico de outros gigantes do MDB que não conseguiram nas eleições passadas ter o mesmo êxito. Tebet, no dia 5 de outubro, oficializou o seu apoio ao candidato Lula e afirmou “Não cabe a omissão da neutralidade”.

Globo

Deixando um suspense no ar sobre quem iria apoiar, Ciro Gomes no dia 4 de outubro não viajou para Paris e se reuniu com o seu partido PDT, que desde o primeiro turno já apoiava a candidatura do Lula, pediu a Presidenta do PT Gleisi Hoffmann incorporar três propostas do candidato pelo PDT.

Após a reunião, em suas redes sociais um vídeo foi publicado sobre para quem iria o seu apoio no segundo turno, porém, não citou o nome de Lula. Muitos apoiadores esperavam um pronunciamento mais claro. Entretanto, tiveram que se contentar, pois apoio é apoio, e o jogo ainda está apertado, qualquer aliança, mesmo que sem uma “vontade genuína” é válida. Além disso, o candidato fala que não tem a intenção de assumir Ministério ou qualquer cargo público, e ressalta que é crítico de ambos os lados, mas que respeita a decisão do seu partido.

O atual Presidente Jair Bolsonaro teve parte de seus ex-aliados, ex-ministros e atual alianças, eleitos, e formam 13 Senadores que irão ocupar a maior bancada no Senado.

É a primeira vez em 25 anos que há essa predominância. Há o apoio do ex-Ministro Sergio Moro onde teve discordâncias, mas atualmente Moro apoia Bolsonaro, o vice-presidente Hamilton Mourão, Marcos Pontes ex-Ministro da Ciência, Damares Alves ex-Ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Tereza Cristina ex-Ministra da Agricultura e Pecuária. Com o apoio desses aliados, no Senado, será uma dor de cabeça para o Presidente Lula se caso eleito, e para Bolsonaro irá fortalecer ainda mais a sua base política e garantir ainda mais privilégios para ele e a sua turma. Ao eleger Senadores-aliados o atual presidente foi estratégico.

Indo em direção aos estados, ainda há o segundo turno para governador em 12 unidades federativas. Os candidatos à Presidência estão em busca do apoio dos que podem fortalecer a sua campanha nesta segunda rodada.

Lula tem o apoio de Jerônimo Rodrigues do PT-BA, Rogério Carvalho PT-SE, Fernando Haddad PT-SP. Já Bolsonaro possui o apoio de Onyx Lorenzoni PL-RS, Marcos Rogério PL-RO. Além disso, Bolsonaro já possui o apoio dos governadores eleitos, no total são oito e Lula possui o apoio de 6. Aos candidatos que se mostraram neutros, seguiram independente de quem irá ganhar a eleição. Já Lula e Bolsonaro continuam em busca de conquistá-los. São eles: Wanderlei Barbosa (Republicanos) do Tocantins, ACM Neto da (União Brasil) da Bahia, Rodrigo Cunha (União Brasil) Alagoas, Eduardo Leite (PSDB) RS, Pedro Cunha Lima (PSDB) PB e Raquel Lyra (PSDB) do Pernambuco.

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REFERÊNCIAS:

Rafaella Santana

Rafaella Santana

Estudante de Línguas Estrangeiras Aplicadas às Negociações Internacionais e bolsista de Iniciação científica. Adoro escrever, ler livros, desenhar, ouvir música e ver filmes quando fico em casa.
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